Wednesday, June 27, 2007

Parecer da AEFLUL sobre o Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior

Parecer da AEFLUL sobre o Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior

"Como será do conhecimento de alguns, o actual governo propõe-se a aprovar brevemente o novo Regime Jurídico do Ensino Superior, que retira aos alunos direitos fundamentais, ao reduzir a sua representação nos orgãos deliberativos das instituições.
De forma mais prática, o RJIES vai ao encontro da privatização e consequente elitização do ensino superior, retirando poder aos alunos, enfraquecendo a comunidade estudantil e dificultando a participação dos estudantes na vida académica.
Temos como pedra de toque deste novo RJIES quatro pontos essenciais:

- A possibilidade de transformação das Instituições de Ensino Superior Público em Fundações de Direito Privado.

- A aprovação de novos estatutos por uma comissão nomeada pelo reitor, com apenas dois estudantes, mas com cinco personalidades externas à faculdade.

- A gestão da faculdade, no caso de ser transformada em Fundação, por cinco curadores nomeados pelo governo e escolhidos entre personalidades sem qualquer vínculo à instituição.

- A criação, nas instituições que se mantenham como de Ensino Superior Público, de um novo orgão máximo, o Conselho Geral, em que os professores se vêm representados em mais de 50% e entidades externas em pelo menos 30%, limitando assim a representação dos alunos a um máximo de 19%.

Após uma reunião com o reitor António Nóvoa em que este expressou a sua posição contra o RJIES, e em que estiveram presentes membros de diversas AAEE da Universidade de Lisboa que também se mostraram contra o RJIES, é posição formal da AEFLUL que é necessário e urgente desenvolver uma forte contestação a esta nova lei.

Considerando que:

- Fundações de Direito Privado se regem por uma lógica economicista, tornando o ensino um negócio, o que vai contra a nossa visão do ensino como forma de enriquecimento académico, cultural e pessoal dos alunos, bem como forma de enriquecimento social do país. A nossa posição é que o financiamento do ensino superior é uma responsabilidade inalienável do estado;

- A presença de entidades externas (nomeadas ou não pelo governo) no Conselho Geral ou na Comissão Estatutária é um absurdo pois não só se retira autonomia aos elementos que de facto contribuem para a vida da Universidade, como se delega poder em elementos desligados da realidade e da lógica orgânica próprias de cada instituição.
Exemplo: Na nossa faculdade, o Conselho Directivo aprovou recentemente um protocolo com a Caixa Geral de Depósitos que permite que a CGD se imiscua em assuntos que competem à gestão da Faculdade, como a contratação/despedimento de funcionários da instituição e que visa alterar o nome do Centro de Línguas Interdepartamental para Centro de Línguas Interdepartamental Caixa Geral de Depósitos, o que constitui, no nosso entender, uma perda da autonomia consagrada constitucionalmente às Instituições de Ensino Superior;

- A redução do poder dos estudantes é um gesto antidemocrático e que, em última análise, desliga os alunos da instituição na qual estão inscritos, fazendo com que o aluno se torne um mero espectador das aulas a que assiste e após as quais vai para casa;

É urgente que nos mobilizemos para lutar contra o novo Regime Jurídico que este governo, num claro gesto de má-fé, tanta fazer passar à revelia dos estudantes, sem o devido tempo de discussão e desprezando a opinião dos estudantes, aproveitando para isso uma época em que os alunos estão concentrados nos exames de final de ano e por isso mais indisponíveis para a intervenção política.


Como tal, os alunos reunidos em RGA propõem como formas de luta:

- A encenação de um “casamento” entre a FLUL e uma entidade privada, como forma de denúncia do compromisso do Ensino Superior com o financiamento privado;

- Uma concentração, dia 28 de Junho, na Assembleia da República, com eventual presença nas galerias da mesma, em consonância com outras Associações de Estudantes de todo o país, com o objectivo de mostrar perante o Governo a nossa indignação contra o RJIES. Nesta mobilização pedimos aos estudantes que vistam de preto, como forma de demonstrar o seu luto pela situação actual do ensino superior."

Wednesday, June 20, 2007

Já ouviste falar...

... do novo Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior?

Não deixes de participar na vida da Faculdade e do Ensino Superior.

Informa-te na AE!

Friday, June 1, 2007

Cria o Logótipo dos Letrinhas!



Sabias que a AEFLUL tem um Centro de Educação Infantil chamado "Os Letrinhas"?

Pois bem! Então trazemos até ti a oportunidade de participares no concurso para criar o logótipo dos Letrinhas!

Põe a tua criatividade em acção e habilita-te a fazer parte da história dos Letrinhas, da AEFLUL!

Entrega as tuas idéias na AEFLUL até ao dia 30 de Junho.

Participa!
***
«O CEI, criado a 1 de Março de 1988, é uma iniciativa da AEFLUL, sendo caso único em Portugal, já que é gerido por uma AE. Com o objectivo de apoiar os estudantes desta faculdade, tem um horário bastante alargado, está aberto para além do período lectivo da FLUL, pratica preços reduzidos para os estudantes e preenche as suas vagas dando prioridade aos alunos sócios da AEFLUL. Para obteres mais informações, dirige-te à AEFLUL.»